sexta-feira, 17 de maio de 2013

O Cálice Sagrado


O Cálice Sagrado

Esse é o primeiro filme da carreira de Paul Newman. Isso por si só já basta para atiçar a curiosidade de qualquer cinéfilo. Além de Newman há no elenco atores e atrizes que de uma forma ou outra entraram na história do cinema como Jack Palance (como Simão, o Mago) e Pier Angeli (a namoradinha e grande amor da vida de James Dean). Pois bem, a primeira coisa que chama a atenção de quem assiste "O Cálice Sagrado" é sua estranha direção de arte. Tudo soa estilizado no filme, principalmente os cenários que são pouco realistas, parecendo até mesmo ambientações para peças de teatro. Cheguei a pensar que se tratava de uma produção pobre mesmo mas depois em uma cena de crucificação coletiva entendi finalmente a intenção do diretor. Não é que o filme seja mal feito mas se trata realmente de uma opção artística do cineasta Victor Saville (um veterano da época do cinema mudo).

O roteiro mistura ficção com realidade histórica (pelo menos para os que aceitam o conteúdo biblico como fato histórico). Personagens que na Biblia são secundários aqui ganham bastante atenção como José de Arimatéia e Simão, o Mago. Esse último é citado no novo testamento como um mágico que desafiou Pedro publicamente. Ofereceu dinheiro pelo poder de realizar milagres e foi repelido pelo principal apóstolo de Cristo. A cena final com Simão tentando provar ao imperador Nero que poderia voar (algo que nem Jesus conseguiu em vida) é muito divertida mesmo. Enfim, apesar de Newman ter odiado sua atuação aqui (chegou a publicar um pedido de desculpas em um jornal americano por sua fraca atuação) não posso dizer que o resultado final seja ruim. "O Cálice Sagrado" é um épico diferente, estranho até em certas passagens, mas que tenta ser inteligente e instigante. Isso já justifica sua existência.


O Cálice Sagrado (The Silver Chalice, EUA, 1954) Direção: Victor Saville / Roteiro: Thomas B. Costain, Lesser Samuels / Elenco: Paul Newman, Virginia Mayo, Pier Angeli, Jack Palance / Sinopse: Escravo de nome Basilio (Paul Newman) é designado para a confecção daquele que teria sido o último cálice usado por Jesus Cristo na última ceia.

Sinopse:
No século I D.C., Basílio (Paul Newman), um escultor grego, é vendido como escravo por seu vil tio. Logo ele é de novo comprado, por pessoas que sabem das suas grandes qualidades como escultor, para fazer um trabalho único: usando o cálice que Jesus usou na última ceia, fazer uma peça de prata na qual estariam esculpidos os rostos dos discípulos e do próprio Jesus. Basílio então viaja para Jerusalém. Paralelamente um sórdido mágico, Simão (Jack Palance), tenta convencer a multidão que é um novo Messias, usando truques baratos. Basílio se casa com Débora (Pier Angeli), mas sente-se fortemente atraído por Helena (Virginia Mayo), que é mulher de Simão. Repentinamente o cálice é roubado pelos sicários para favorecer Simão, que quer irritar Pedro (Lorne Greene) ostentando o cálice em Roma, mas o cálice é recuperado. No entanto um futuro obscuro está reservado para esta magnífica peça.

Elenco:
Virginia Mayo (Helena)
Pier Angeli (Débora)
Jack Palance (Simão)
Paul Newman (Basílio)
Joseph Wiseman (Mijamin)
Alexander Scourby (Saint Luke)
Lorne Greene (Pedro)
David J. Stewart (Adam)
Herbert Rudley (Linus)
Jacques Aubuchon (Nero)
E.G. Marshall (Ignatius)
Michael Pate (Aaron Ben Joseph)
Natalie Wood (Helena - criança)
Donald Randolph (Selech)
Mort Marshall (Benjie)
Peter Reynolds (Benjie - criança) 

Dados do Arquivo:
Tamanho: 531 Mb


Formato: RMVB
Qualidade: DVD Rip
Audio: Inglês



sábado, 13 de abril de 2013

Tarzan e as Amazonas

Tarzan e as Amazonas 
Tarzan e as Amazonas(Tarzan and the Amazons, no original em inglês) é um filme norte-americano de 1945, do gênero aventura
Para o terceiro filme da série na RKO, o produtor Sol Lesser trouxe Jane de volta, agora interpretada pela alta e loura Brenda Joyce. Brenda acabou ficando para mais quatro produções e só perde para Maureen O'Sullivan, que viveu o papel seis vezes. O elenco ainda é valorizado pela escalação da venerável Maria Ouspenskaya, creditada como Madame Maria Ouspenskaya, na peleda rainha das amazonas.
Findas as filmagens, Lesser liberou Weissmuller, que desejava trabalhar em outros projetos por um tempo. Weissmuller assinou um contrato com a Pine-Thomas, uma pequena produtora, para três filmes, dois de guerra e um faroeste. Depois de alguns meses, os dois primeiros foram cancelados porque a Segunda Guerra estava no fim e eles temeram que o público perdesse o interesse no assunto. Quanto ao faroeste, não se conseguiu nenhum roteiro adequado. A Weissmuller, que engordava e resmungava por maisdinheiro, não restou outra alternativa senão voltar a vestir a tanga e escalar as árvores.

[editar]

Sinopse no comando de uma expedição, da qual faz parte o bandido Ballister, pedem ao Homem Macaco que os guie até um vale perdido, onde esperam recolher antiguidades. Tarzan recusa o convite, porém Boy, que também conhece o caminho, acaba por ser ludibriado e consente em levá-los. Daí, a rainha de uma tribo de mulheresguerreiras que habitam o vale pede ajuda ao rei das selvas.

[editar]

Recepção Critica Lançado em 19 de março de 1945, Tarzan e as Amazonas não despertou muita atenção. A Variety elogiou o diretor, que "após um início lento, priorizou a ação e fez com que ospersonagens fossem tão críveis quanto a série permite".
Para Leonard Maltin, o filme é "uma divertida bobagem, valorizada pela diminuta Ouspenskaya".Elenco
Ator/AtrizPersonagem
Johnny WeissmullerTarzan
Brenda JoyceJane
Johnny SheffieldBoy
Henry StephensonSir Guy Henderson
Mme. Maria OuspenskayaRainha das amazonas
Barton MacLaneBallister
Don DouglasAnders
J. M. KerriganSplivens
Shirley O'HaraAthena
, dirigido por Kurt Neumann e estrelado por Johnny Weissmuller e Brenda Joyce.





domingo, 7 de abril de 2013

Confidencias a meia noite

Confidências à meia-noite..  Pillow talk, título original deste filme de 1959, é uma expressão que designa uma conversa íntima e leve, normalmente acompanhada de carícias e chamegos. Esta "conversa de travesseiro" se dá ao acordar ou após uma noite de amor. O título brasileiro falha ao não transmitir este lado leve e, ao mesmo tempo, erótico presente no título original e que combina perfeitamente com o filme. 


A comédia romântica é estrelada por uma das mais célebres duplas do cinema: Doris Day e Rock Hudson (foto abaixo).


O argumento do filme é ótimo: em uma época em que ter linha telefônica em casa não era tão simples, duas pessoas vêem-se obrigadas a dividir a mesma linha. O problema é que quando um a utiliza, o outro não a pode usar e, além disso, um pode escutar toda a conversa do outro pelo telefone. Obviamente esta situação gera uma grande confusão. As duas pessoas unidas pela mesma linha telefônica são a decoradora Jan (Doris Day) e o compositor Brad (Rock Hudson).  Ele é mulherengo e cafajeste. Ela é solitária e workaholic.

Esta comédia romântica é um grande clássico do gênero e não perdeu seu charme até com o passar dos anos. Grande parte deste charme vem do carisma dos seus protagonistas e da química que eles mostram em cena. Doris Day e Rock Hudson formavam, realmente, um lindo casal  Não é por acaso que os americanos se apaixonaram por eles. Neste filme, Doris Day está adorável e Hudson mostra que não é apenas um galã. Ele encarna um personagem que poderia ser odiável, pela sua canalhice e machismo, mas que consegue seduzir também o espectador.

Os dois são amparados por coadjuvantes de peso: o ótimo Tony Randall e esta maravilhosa atriz que , para mim, sempre rouba a cena:



Essa é Thelma Ritler, eterna coadjuvante, presente em grandes filmes como A malvada e Janela Indiscreta. Minha cena favorita do filme é, justamente, comandada por ela, que, no filme, é a empregada alcoólatra de Jan.-



O filme é dirigido por Michael Gordon, especialista em comédias. Ele não é nenhum Billy Wilder, mas nos proporciona ótimos momentos, como a cena em que Doris Day dá uma palhinha e canta no bar... Bobo, romântico, engraçado e com diálogos que mesclam certa malícia e inocência, este filme me deu a sensação de ser transportado para os anos 50. Confidências à meia noite vai te deixar com um sorriso no rosto por muito tempo, mesmo depois do seu fim, isso se você gosta de comédias românticas...

Uma curiosidade do filme é que em uma cena o personagem de Hudson insinua que alguém no filme é gay (veja o filme e descubra quem), sendo que o ator era homossexual na vida real. O que torna tudo mais irônico.

Da série grandes injustiças do Oscar- Confidências à meia noite (1959)


Pillow Talk 1959 12
A gente sabe que o Oscar é um prêmio injusto, que se orienta mais por política que por mérito. Tanto que a diversão favorita de muitas pessoas em época de premiação é fazer listas separadas de filmes favoritos e dos que provavelmente irão ganhar pela lógica da academia. Mesmo assim, às vezes eu me surpreendo muito de ver o abismo de qualidade entre o vencedor e seus concorrentes, como aconteceu em 1960 quando Confidências à meia-noite (Pillow Talk)  ganhou na categoria Melhor Roteiro Original.
Não é por ser comédia que eu acho Confidências fraco, mas a história realmente não tem nada de mais, até pros padrões da época. Foipillow talk o filme que deu a Doris Day a fama de “virgem tardia” já que ela passa quase o tempo inteiro resistindo às investidas do Rock Rudson (e fez isso em mais dois outros filmes).
Os personagens principais eram desconhecidos que dividiam a mesma linha telefônica, algo que realmente acontecia em meados do século XX, por mais estranho que pareça.
Enquanto que ela era uma decoradora cheia de dignidade, ele era um compositor da Broadway galanteador, que passava o dia ocupando a linha cantando pras suas namoradas. Lógico que eles vão se odiar e lógico também que, segundo os cânones da comédia romântica,  isso só pode dar em casamento. Porque faz todo sentido que as melhores moças até resistam, mas acabem irremediavelmente apaixonadas por sujeitos que mentiram pra elas o filme inteiro. Nós aprendemos que o poder do amor é capaz  de regenerar o pior dos cafajestes.
Pra não dizer que eu achei tudo ruim, o Rock Rudson é realmente  um “pão”, como diria minha avó. O uso das telas divididas é bem divertido também, seja pra driblar a censura e dar a impressão de que o casal principal divide a banheira ou a cama, ou pra ilustrar as diversas conversas telefônicas. Se bem que nesse último caso já foi repetido tão à exaustão que já não tem muita graça.
pillow-talk-splitscreen
Em certo momento do filme, o Rock Rudson tenta convencer a mocinha de que o sujeito com quem ela vai sair (que na verdade é ele mesmo disfarçado) é gay. Ele não usa essa palavra, mas diz que ele pode “ser apegado demais à mãe, ou gostar demais de fofocas e livros de receitas”. Tudo fica especialmente estranho considerando que o próprio ator era homossexual, embora não assumido na época. Seria uma estratégia do estúdio pra desmentir os rumores?
Muitas outras bizarrices acontecem ainda.  A mocinha ser agarrada à força por um cara que lhe dava carona e além de permanecer no carro, ela ainda aceita o convite dele pra ir pra um bar! Bar este que se chamava “Copa del Rio” e que recria uma atmosfera tipicamente brasileira com dançarinos de merengue que tocam uma espécie de mambo! Quando ela descobre toda a verdade sobre o possível homem da sua vida, é estapeada por um amigo quando chorava convulsivamente! E por fim, um médico está convencido de que um certo personagem (homem) possa estar grávido e se dedica a ir atrás dele!
Não dá realmente uma revolta ver que uma pérola dessas esteve na frente de três clássicos do cinema?
E Doris Day não é a cara da Xuxa?






segunda-feira, 18 de março de 2013

Salomé (1953 filme)


Salomé ( 1953 ) é um bíblico filme épico feito em Technicolor por Columbia Pictures . Foi dirigido por William Dieterle e produzido porAdler camarada de um roteiro por Harry Kleiner e Lasky Jesse Jr. A trilha sonora foi por George Duning , a música de dança po rDaniele Amfitheatrof ea cinematografia por Charles Lang . Trajes Hayworth por Jean Louis . Danças Hayworth para este filme foram coreografadas por Valerie Bettis . Este filme foi o último produzido pela Hayworth de produção, a Corporação Beckworth.
O filme estrelado por Rita Hayworth como Salomé , bem como Stewart Granger , Charles Laughton e Anderson Judith , com Embora baseada no Novo Testamento história, o filme não segue o texto bíblico. Na Galiléia , durante o governo de Roma, Tibério César , o Rei Herodes ( Charles Laughton ) e Herodias Queen ( Judith Anderson ) sentar-se no trono e são condenados por um profeta conhecido como João Batista ( Alan Badel ). Herodias ressente denúncia de João de seu casamento com o rei, irmão de seu ex-marido, e afirmam Batista que ela é uma adúltera.


Salomé se apaixona por um heróico romano soldado (Granger) que se converte ao cristianismo . Em uma reversão direta do texto bíblico, ela dança para Herodes para salvar João Batista de ser decapitado, mas não teve êxito. Horrorizada, ela renuncia à sua mãe Herodias , que planejou e ordenou a execução, e também se torna um cristão convertido. A última cena mostra Hayworth e Granger ouvir Cristo (cujo rosto não é mostrado) entregar o Sermão da Montanha . Segundo seus biógrafos rotina Hayworth dança erótica era "o mais exigente de toda sua carreira", necessitando de "interminável toma e retoma". [ 2 ]Segundo seus biógrafos rotina Hayworth dança erótica era "o mais exigente de toda sua carreira", necessitando de "interminável toma e retoma". 
  • Rita Hayworth como a princesa Salomé
  • Stewart Granger como Comandante Cláudio
  • Charles Laughton como o rei Herodes
  • Judith Anderson como Rainha Herodias
  • Sir Cedric Hardwicke como Tibério César
  • Alan Badel como João Batista
  • Basil Sydney como Pôncio Pilatos
  • Maurice Schwartz como Ezra Conselheiro do Rei
  • Arnold Moss como Micha Conselheiro da Rainha
  • Asoka como dançarino asiático
  • Sujata como dançarino asiático
 , Alan Badel e Sydney Basil .






sexta-feira, 1 de março de 2013

Aviso aos Navegantes

Aviso aos Navegantes é um filme brasileiro de 1950, estrelado por Oscarito e Grande Otelo. Direção de Watson Macedo. O filme foi restaurado em 2000, sendo a primeira chanchada da Atlântida a sair em DVD. O filme possui uma sucessão de números musicais, com destaque para Eliana, Oscarito, Ivon Curi (cantando em francês), Emilinha Borba, Francisco Carlos e as orquestras de Ruy Rei e do pianista Benê Nunes.

Sinopse

A história se passa num luxuoso navio, onde uma companhia teatral brasileira, com as cantoras Cléo e Adelaide Chiozzo, retorna ao Brasil depois de apresentações em Buenos AiresArgentina. Na embarcação também está um príncipe que se apaixona por Cléo, mas ela só tem olhos para o imediato do navio. Frederico, o camareiro de Cléo, embarca clandestinamente no mesmo navio, onde é descoberto pelo cozinheiro da embarcação. Surge entre os dois a relação de amor e ódio, cheia de implicância. A bordo há também um perigoso espião internacional, que precisa ser detido antes que todos cheguem ao Rio de Janeiro.

Elenco

  • Oscarito.... Frederico, o camareiro
  • Grande Otelo.... Azulão, o cozinheiro
  • Anselmo Duarte.... Alberto, o imediato do navio
  • Eliana Macedo.... Cléia
  • José Lewgoy.... Professor Scaramouche
  • Zezé Macedo
  • Sérgio de Oliveira.... comandante do navio
  • Glauce Rocha
  • Mara Rúbia
  • Emilinha Borba
  • Ivon Curi.... Príncipe Suave Leão
  • Adelaide Chiozzo
  • Cuquita Carballo
  • Iara Isabel
  • Nara Rios
  • Clélia Rios
  • Rubem Dourado
  • Grijó Sobrinho
  • Alfredo Rosário
  • Dalva de Oliveira
  • Elvira Pagã
  • Juliana Yanakiewa e seu baller
  • Benê Nunes e sua orquestra
  • Francisco Carlos
  • Jorge Goulart
  • Quatro Ases e Um Coringa
  • Ruy Rey e sua orquestra


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

La Violetera


Sinopse.....La Violetera

Sara Montiel
 ... Soledad MorenoNa Madri do início do Século XX, Soledad vende violetas no lado de fora do principal teatro da cidade. Jovem, bonita e sonhadora, ela canta para distrair seus fregueses. Até que um dia, sua voz encantadora chama a atenção de um jovem e rico aristocrata. Desse encontro, após muitas tentativas e sofrimento, ela se transforma em um grande sucesso mundial. E em meio a tribulações e preocupações, acontece o amor entre os dois. Música, alegria e emoção em um filme inesquecível,Elenco
Raf Vallone ... Fernando responsável pelo grande sucesso de Sarita Montiel.

La Violetera era seu filme pós-Hollywood primeira: a lollapalooza de um filme cheio de luxúria, desgosto e do naufrágio do Titanic. Montiel é visto pela primeira vez como Soledad, um vendedor violeta humilde e gentil, que chama a atenção de um nobre rico e sexy, Fernando (o sempre interessante ator italiano Raf Vallone). Devido às suas estações conflitantes na vida, Fernando finalmente dá-se Soledad, que usa sua raiva, mágoa e beleza para impulsionar a si mesma como uma estrela cantando internacional. Os resultados são impressionantes: atriz poucos podem fazer seus peitos alçada com forte emoção, fazer seus olhos piscam com paixão - ou até mesmo entregar uma canção, para que Um filme belíssimo!!! Um clássico do cinema espanhol, que se tornou inesquecível e fez de Sarita Montiel famosa no mundo todo, por sua beleza e voz.
Quem já assistiu, vai adorar rever e quem nunca viu, não deve perder tempo... baixe, assista e tenho certeza que se tornará mais um fã.

“La Violetera”, de 1958, é o filme mais lembrado pelos espectadores daquela época. Passou no Brasil em 1961 e fez longa carreira pelos cinemas do interior do país. Essa produção espanhola é um melodrama com tudo que se espera no gênero.
A história se passa no finzinho do século XIX. Em 1899, Soledad (Sarita Montiel) é uma vendedora de violetas que ganha a vida à porta dos teatros. Para atrair compradores, cantarola canções. Raf Vallone (1916-2002), um ator italiano, faz um aristocrata que se encanta pela moça pobre.
Apaixonam-se, mas atraem a ira da família dele, cujo irmão faz de tudo para que o aristocrata cumpra seu compromisso de se casar com uma moça rica, a quem lhe foi prometida pelos laços sociais. Entre lágrimas e brigas, o irmão dele morre num duelo, o que encerra de vez o romance entre o moço da alta sociedade e a vendedora de violetas.
O tempo passa. Soledad acaba se tornando uma cantora famosa e se casa com seu empresário. Seu ex-amor entra para a diplomacia e é mandado pelo governo espanhol para um país distante. Onde? Na América do Sul. Separados pela distancia, pelo preconceito social, pela diferença de classes.
Claro, todo esse drama entremado por canções. Em 1912, Soledad, agora famosa, embarca para os Estados Unidos, onde vai cumprir uma turnê de espetáculos por várias cidades. A seu lado, o marido empresário.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Sai da Frente


Sai da Frente é um filme brasileiro de 1952 que marca a estréia de Mazzaropi nos cinemas, até então artista de sucesso no circo, rádio e televisão.
Sinopse

Isidoro é dono de um caminhãozinho, cujo apelido é Anastácio. Seu principal amigo é um cão chamado Coronel, interpretado pelo cão Duque, famoso astro da Vera Cruz. O filme se desenrola no decorrer de um dia. Isidoro é contratado para transportar alguns móveis para Santos. Descendo a serra pela Via Anchieta, até atingir o grande porto, Isidoro provoca inúmeras situações cômicas, que se iniciam com a descoberta de uma jovem noiva, que fugiu em pleno cortejo de seu casamento, escondida num armário.
Elenco

Amácio Mazzaropi.... Isidoro Colepicola
Ludy Veloso.... Maria
Leila Parisi
A. C. Carvalho.... Eufrásio
Nieta Junqueira.... Dona Gata
Solange Rivera
Luiz Calderaro
Vicente Leporace
Luiz Linhares
Francisco Arisa
Xandó Batista
Bruno Barabani
Danilo de Oliveira
Renato Consorte
Príncipes da Melodia
José Renato
Francisco Sá
Príncipes da Melodia
Danilo de Oliveira
Bruno Barabani
Joe Kantor
Milton Ribeiro
Jordano Martinelli
Izabel Santos
Maria Augusta Costa Leite
Carlo Guglielmi
Labiby Madi
Jaime Pernambuco
Galileu Garcia
José Renato Pécora
Tony Rabatoni
Ayres Campos
Dalmo de Melo Bordezan
José Scatena
Vitório Gobbis
Olívio Melo
Martins Melo
Rosa Parisi
Carmem Muller
Annie Berrier
Nôemia Soares
Antônio Dourado
Cão Duque (Coronel)

Lançado em 25 de junho de 1952, cine Marabá e circuito 12 salas, SP.
O Filme por ter sido um grande sucesso, tirou a produtora Vera Cruz temporariamente das dificuldades financeiras.
[editar]Premiações

Prêmio Saci de 1952 de melhor atriz secundária para Ludy Veloso.Primeiro filme da carreira de Mazzaropi e o primeiro nos estúdios Vera Cruz.

Quem 
poderia imaginar, que um simples chofer de praça, iria se tornar o maior recordista de bilheteria do cinema brasileiro? Pois é, foi aqui que Amácio Mazzaropi iniciou aquela que é provavelmente a carreira mais bem sucedida da história de nosso cinema.

Mazzaropi estava na Tv Tupi de São Paulo apresentando o programa Rancho Alegre, quando um grande nome da Vera Cruz, Abílio Pereira de Almeia o viu e achou que o seu tipo seria ideal para viver o dono de um carro velho que disposto à levar uma mudança para Santos(Litoral de São Paulo), acaba vivendo uma série de aventuras.
Mazzaropi foi até as dependências da Vera Cruz em São Bernado do Campo e chegando lá fez um teste e é claro foi aprovado(ainda bem né?).Daí em diante Mazzaropi teve uma brilhante carreira: fez três filmes na Vera Cruz(todos grandes sucessos de bilheteria), depois foi trabalhar no Rio de Janeiro onde fez fitas para o famoso produtor Oswaldo Massaine(Massaine foi quem produziu o clássico "O Pagador de promessas").
A partir de 1958 começa a produzir seus próprios filmes(A sua produtora se chamava PAM FILMES), o primeiro foi Chofer de praça, filme em qual ele colocou tudo o que tinha e para sua sorte e nossa também foi um grande sucesso de público.Seu próximos filmes também tiveram grandes bilheterias principalmente Jeca Tatu(1959), Casinha Pequenina(1963) e O Lamparina(1963).

Sai da Frente teve um custo bem baixo em relação às outras produções da Vera Cruz que quase não tiveram retorno financeiro. Sai da Frente fez tanto sucesso, que tirou o estúdio por alguns meses do saldo vermelho e ainda ganhou uma continuação chamada Nadando em Dinheiro(1953), geralmente no cinema mundial quando é feita uma continuação de um sucesso, sempre o primeiro filme é melhor, neste caso a produção de 1953 é um pouco superior.
A atriz que faz a sua mulher no filme Ludy Veloso ganhou o Saci de atriz coadjuvante em 1953(o prêmio Saci era o Oscar tupiniquim da época).
Sai da Frente é gostoso de se ver, ainda mais para aqueles que amam o cinema clássico(1920 até meados da década de 60), é sempre prazeroso ver esse filme.
O roteiro é muito bem estruturado, a fotografia é moderna para os padrões da época, figurinos, cenários e direção de arte são exemplares para comédias atuais do cinema brasileiro. A trilha sonora na minha opinião é fraca e até a canção do elefante é sem graça seria uma espécie de tampão do filme(para preencher o tempo).

É nostálgico a São Paulo dos anos 50, um tempo que nunca mais irá voltar.

Uma das melhores comédias da Vera Cruz e de Mazzaropi, simplesmente um anúncio daquilo que seria o fenômeno Mazzaropi nas décadas seguintes. Um grande momento do cinema brasileiro, então não se esqueçam...
Sai da Frente que aí vem Mazzaropi!!!